USO DO TWITTER E FACEBOOK REDUZ O STRESS, PELO MENOS NAS MULHERES

Os utilizadores frequentes de Internet e de redes sociais não têm maiores níveis de stress do que as outras pessoas. E no caso das mulheres que usam regularmente o Twitter e o Facebook os valores de stress até são mais baixos, conclui um estudo do Pew Research, publicado nesta quinta-feira.

Os próprios autores do estudo mostram-se surpreendidos por as conclusões contrariarem a imagem construída de que quem está sempre a telefonar e a consultar redes sociais vive de uma forma mais stressada.

“As pessoas tendem a sentir-se menos stressadas porque podem manter o contacto com os amigos e família e sentem o apoio da comunidade”, explicou Keith N. Hampton, professor da Universidade de Rutgers e líder do estudo, citado pelo Washington Post.

Hampton acrescenta ainda que as mulheres tendem a ser as pessoas responsáveis por “manter as relações familiares domésticas”, pelo que o uso de redes sociais as ajuda a realizar algumas dessas tarefas mais facilmente e a poupar tempo.

No estudo que analisou 1801 norte-americanos com mais de 18 anos, foram detectados níveis de stress 21% inferiores nas mulheres que estão acima da média no uso das redes sociais.

Keith N. Hampton argumenta que as mulheres costumam partilhar mais fotos e comentários nas redes sociais, acções que são “importantes para reduzir o stress”.

Não se pense, no entanto, que o uso de redes sociais e tecnologias só tem vantagens. Ao mesmo tempo, os autores do estudo concluíram que os utilizadores frequentes estão mais a par das coisas más que acontecem aos amigos, descrevendo este efeito como o “custo de compaixão”.

“O stress não está associado à frequência de utilização da tecnologia, nem com o número de amigos nas plataformas de media. Mas há uma situação em que o uso de tecnologia pode estar ligado ao stress: os utilizadores que se sentem mais stressados são os que têm maior consciência de eventos stressantes nas vidas dos outros”, dizem os autores do estudo, concluindo que o “stress pode ser contagioso”.

Fonte: Público