SONAECOM E ISABEL DOS SANTOS ENTRAM NA CORRIDA À PT

A ZOPT, empresa que junta Sonaecom e Isabel dos Santos, está disponível para fazer parte da solução nacional para que a PT Portugal volte a ser portuguesa.

A ZOPT “manifesta a sua disponibilidade para integrar uma solução que, em aberta colaboração com as partes envolvidas, assegure o necessário compromisso de interesses, promovendo a defesa do interesse nacional”, lê-se num comunicado da ZOPT enviado esta quarta-feira à imprensa.  É uma reviravolta no processo.

A compra da PT Portugal pela ZOPT, empresa que controla a NOS, levantaria sempre questões de concorrência, uma vez que a Portugal Telecom (MEO) domina o mercado móvel (46,3%) e o fixo (55,5%) e a operadora que resulta da fusão da Optimus com a ZON é a empresa dominante na televisão paga (45,3%). A PT Portugal é hoje uma subsidiária da brasileira Oi com quem a PT está em processo de fusão. Mas a ideia de Paulo Azevedo e de Isabel dos Santos não é comprar. Não haverá ofertas públicas de aquisição (OPA), nem propostas em dinheiro. O objetivo da ZOPT é fazer parte de uma solução que mantenha a PT portuguesa, até porque estão em causa infraestruturas relevantes, como a rede fixa que percorre o país, e empresas relevantes como é o caso da PT Inovação.

“A ZOPT e os seus acionistas, na qualidade de investidores estratégicos e comprometidos com o mercado de telecomunicações português, na sequência das notícias recentemente vindas a público sobre possíveis alterações na estrutura acionista da PT/Oi, convictos da existência de alternativas que salvaguardem o valor acionista, contribuam para o desenvolvimento e investimento no setor, assegurando mais competitividade e valor para os clientes, manifestam a sua disponibilidade para integrar uma solução que, em aberta colaboração com as partes envolvidas, assegure o necessário compromisso de interesses, promovendo a defesa do interesse nacional”, adianta a empresa.

A Sonaecom, recorde-se, lançou em 2006 uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Portugal Telecom. A oferta do grupo da Maia foi chumbada, com a administração da PT a prometer uma remuneração acionista de 6,2 mil milhões de euros.

Fonte: Expresso