PLANO ESTRATÉGICO DA RTP CHUMBA DUAS VEZES

O Conselho Geral Independente da RTP voltou a não aprovar o plano estratégico para o próximo ano elaborado pela administração liderada por Alberto da Ponte. Porque, justifica, as propostas delineadas para o futuro da estação pública são de fraca qualidade e pouco específicas – uma “insuficiência que o fere de qualquer eficácia”.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira de manhã, o Conselho Geral Independente (CGI) critica também a forma como o conselho de administração geriu sozinho o processo de compra dos direitos de transmissão da Liga dos Campões entre as épocas 2015/2018. Por ser uma decisão de “natureza estratégica”, deveria “ter sido comunicada ao CGI”, mas este só soube da proposta “pela imprensa”.

Entretanto o  gabinete do ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional esclareceu neta segunda-feira que uma eventual destituição do Conselho de Administração (CA) da RTP é competência do Conselho Geral Independente (CGI).

O CGI anunciou nesta segunda-feira o chumbo do projecto estratégico da RTP e considerou que a administração violou o princípio de lealdade com o órgão por não ter informado sobre os direitos da Liga dos Campeões de futebol.

Contactado pela Lusa, o gabinete de Miguel Poiares Maduro disse que “os novos estatutos da RTP atribuem o poder de escolher e supervisionar o Conselho de Administração ao Conselho Geral Independente”.

No que respeita à administração em funções, liderada por Alberto da Ponte, “os estatutos incluem uma norma transitória que faz depender a sua manutenção em funções da aprovação do seu projecto estratégico por parte do Conselho Geral Independente”, refere o gabinete.

Fonte: Público