FESTIVAL PLAY – O CINEMA É UMA BRINCADEIRA DE CRIANÇAS

A edição deste ano do festival Play conta com uma centena de filmes, entre curtas e longas-metragens, repartidos por sessões para faixas etárias muito específicas.

Filmes para crianças que nunca foram ao cinema ou filmes que abordam questões da infância e adolescência vão ser exibidos a partir de sábado, no Play – Festival Internacional de Cinema Infantil e Juvenil de Lisboa.

A segunda edição festival decorrerá de 31 de Janeiro a 8 de Fevereiro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Júnior.

O Play 2015 contará com uma centena de filmes, entre curtas e longas-metragens, repartidos por sessões para faixas etárias muito específicas: 01-02 anos, 03-05 anos, 06-09 anos e 10-13 anos.

São filmes que tanto servem de introdução à imagem e ao cinema, para os mais pequeninos, como abordam, nesta edição, temas “que lidam mais com problemas da sociedade, e são mais filosóficos”, para os pré-adolescentes, exemplifica Catarina Ramalho, da direcção do Play.

O festival teve a sua primeira edição em 2014. Ficou  marcado por sessões esgotadas e “excedeu em muito as expectativas”, disse à agência Lusa Catarina Ramalho,

“Percebemos que há espaço para um festival deste género e via-se que as pessoas estavam à espera disto. Vieram num fim-de-semana e voltaram no seguinte”, referiu.

Um dos objectivos do Play é apostar na diversidade, apresentando filmes que habitualmente não chegam ao circuito comercial.

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O Play 2015 abrirá com “Floco de neve”, filme do argentino Andrés G. Schaer, que combina imagem real com animação e cuja história se inspira no único gorila albino identificado, que foi vendido ao Jardim Zoológico de Barcelona, nos anos de 1960.

Da programação destacam-se ainda filmes como “O guarda da barragem”, de Dice Tsutsumi e Robert Kondo, curta-metragem que esteve nomeada para os Óscares, “Um outro mundo”, produção nórdica de Esben Toft Jacobsen, e o filme português “Papel de Natal”, de José Miguel Ribeiro.

Há duas longas-metragens, que já tiveram estreia comercial, mas que são recuperadas para o Play, por terem a mesma técnica e serem ambas da produtora Laika: “Coraline”, de Henry Selick, e “Os monstros das caixas”, de Anthony Stacchi e Graham Annable.

A propósito deste filme, “Os monstros das caixas”, nomeado este ano para os Óscares, o festival Play conta com a presença de Georgina Hayns, que trabalhou na construção de marionetas e que fará em Lisboa uma “masterclass”, no dia 07, dedicada à construção de bonecos para filmes em “stop-motion”.

Na Cinemateca Júnior, a experiência do cinema é feita com um programa de curtas-metragens dos primórdios do cinema, que serão exibidos com acompanhamento ao vivo, em piano, por Catherine Morisseau.

Na sessão será feita uma reconstituição da primeira sessão pública do Cinematógrafo dos irmãos Lumiére, que decorreu em Paris, há 119 anos, e serão mostrados filmes de George Méliès, de Segundo de Chomón e um filme do início de carreira de Charlie Chaplin.

A rubrica “Um filme, um argumentista” contará com o argumentista do filme “Papel de Natal”, Vergílio Almeida.

Estão previstos ainda “ateliers” relacionados com a prática do cinema e sessões especiais para escolas.

Com apoio da autarquia de Lisboa e tendo a GALP como patrocinadora, o Play tem disponível programação para fazer o Play em itinerância pelo país. Loulé receberá uma versão reduzida do festival em Abril.

Fonte: Renascença