20 MOTIVOS PARA DEIXAR TUDO E VIR A PORTUGAL

A Condé Nast Traveler de Espanha publicou este artigo em março de 2014, descrevendo 20 razões que, aos olhos de um espanhol, são suficientes para deixar tudo e vir para Portugal.

As praias

Basta olhar para um mapa para perceber que Portugal tem quilómetros e quilómetros de costa atlântica, que permite agradar a todo o tipo de banhistas. Há extensos areais pontilhados com guarda-sóis e passadeiras de madeira (como na Comporta), há enseadas escondidas e semidesertas (como as do Alentejo), e elegantes praias urbanas, ao estilo da velha guarda (como Cascais). Do Norte ao Algarve, passando pelas ilhas, há sempre uma nova praia portuguesa para descobrir, daquelas que se julgavam já nem existirem no Velho Continente, ao ponto de se tornarem as tuas favoritas.

A proximidade

O mais vizinho dos nossos países vizinhos está, literalmente, a um passo. No máximo demora-se uma hora e meia de avião e, para os que têm medo de voar, existem mil e uma alternativas (comboio, autocarro, carro…). Não há desculpas para não visitar Portugal a qualquer momento!

Porto

O Porto é roupa estendida e francesinhas. É a vista das caves de Vila Nova de Gaia, a livraria mais bela de todo o mundo. É descobrir a autenticidade que nos rodeia por todos os lados e encontrar a sua beleza decadente por todos os cantos da cidade.

Lisboa

Lisboa são os edifícios pós-terramoto, o Bairro Alto e Alfama. Com água sempre no horizonte e uma luz branca incrível que a torna a cidade mais bonita da Península Ibérica.

O café

Para os amantes de café, Portugal é outro hotspot para marcarem no vosso mapa. E estamos a falar tanto do produto como do lugar. Há “bicas” para todos os gostos, e uma oferta de espaços variada, desde o clássico e imponente Majestic no Porto, até a modernidade da Kaffehaus Lisboa. Mas a melhor parte é que não necessita de estar num belo lugar para tomar um bom café. Até no bar mais humilde será delicioso.

O vinho

A prova de que os portugueses sabem o que fazem. Os vinhos da Madeira e do Porto são produtos com projeção mundial. E, ao seu redor, foi montada toda uma estrutura de rotas enoturísticas que deixam qualquer um de queixo caído. Quintas, adegas, wine resorts, têm de tudo para nos mostrar que o vinho está para além do momento em que se bebe. É cultura, é tradição, é geografia, é Portugal. Além disso, o país não se limitou a exportar as jóias da coroa. Os vinhos verdes e alentejanos são produtos cada vez mais reconhecidos no exterior do país. Uma estadia num dos incríveis hotéis de enoturismo, ou uma visita a uma qualquer adega moderna são capazes de redefinir o conceito de exclusividade e abrir novos horizontes ao nosso paladar.

O pão com manteiga que servem antes de uma refeição

E as azeitonas, e o azeite, e os queijos. Ou seja, todos os petiscos que servem para nos aguçar o apetite antes da chegada do caldo verde, ou do frango assado, ou do bacalhau, que parecem ter um sabor melhor em Portugal.

A arquitetura

Desde os azulejos (o elemento decorativo que já é um símbolo nacional) de uma qualquer igreja de Braga até a Casa de Chá de Matosinhos de Álvaro Siza Vieira. Ou começando na Casa da Música no Porto, e passando pelo estilo manuelino do Mosteiro da Batalha, os edifícios portugueses destilam um estilo próprio que os torna inconfundíveis. Ao percorrermos o país podemos encontrar humildes e belas igrejas rurais, assim como palácios misteriosos, como o que podemos visitar na Quinta da Regaleira em Sintra.

As compras

Longe vão os dias em que nuestros hermanos viajavam até Portugal para renovar as toalhas e a roupa da cama… ou não. Ainda é um ótimo local para se comprar mobiliário, mas também antiguidades e produtos gourmet, tendo ainda uma forte oferta no que a moda diz respeito. Portugal oferece espaços comerciais que fazem o balanço perfeito entre a tradição, a criatividade e a inovação, e possui modernos centros comerciais sem nunca descurar o comércio tradicional e os mercados de rua, onde se pode mergulhar em busca de tesouros escondidos.

É outro mundo

A distância já não é tanta como nos anos 90, quando se atravessava a fronteira e se parecia saltar para trás no tempo. No entanto, por vezes deparamo-nos com situações em que o tempo parece ter parado ao ver, por exemplo, os pescadores a chegar ao porto e a vender ali mesmo os resultados da sua pescaria, o produto mais fresco do mundo. Ainda assim, as ruas principais das cidades estão dominadas pelas grandes cadeias comerciais, o que as torna indistinguíveis de cidades como Paris ou Madrid.

Continua a ser desconhecido

Partilhamos quilómetros de fronteira, um passado em comum e uma história semelhante, mas vivemos de costas voltadas para eles. Em Portugal sabe-se tudo sobre Espanha e, absurdamente, no lado espanhol da península, não se considera muito Portugal. São poucos aqueles que sabem nomear um português vivo que não esteja ligado ao futebol. É fantástico um destino tão próximo ser um lugar tão exótico para se explorar.

O bacalhau

A alquimia que os portugueses conseguem atingir quando cozinham bacalhau é uma das principais razões pela qual amamos tanto este país. Ao ouvir “pataniscas”, “bacalhau com natas” ou “bacalhau à brás” é inevitável sentir a saudade dos restaurantes espalhados pelo país, no interior, no litoral, numa cidade ou numa qualquer aldeola, onde podemos apreciar estes pratos.

Os doces

Claro que aqui o destaque vai para o famoso pastel de nata, (com o seu toque de canela e de preferência comido em Belém), mas sem esquecer os papos de anjo, as queijadas ou as farófias. O legado que os conventos – com o seu amor por misturar açúcar e gemas – nos deixaram, fizeram muito pela tradição gastronómica portuguesa.

Simplicidade, elegância e tradição

Visível nos elementos mais pequenos (os sabonetes, os pratos de inspiração britânica, o galo de Barcelos…) e nos seus edifícios, como as pousadas, ou os seus hotéis calmos e elegantes.

A influência colonial

O Brasil tornou-se independente à mais de um século, mas lugares exóticos como Goa, Macau, Angola ou Moçambique ganharam a independência num passado muito recente, e isso nota-se. Desde o fado até ao café e ao chocolate de excelência que Portugal tem.

Os preços

Muito simplesmente, Portugal e Espanha partilham os problemas que a crise económica trouxe. Sendo Portugal tradicionalmente um destino barato para os espanhóis, com a crise o país tornou-se ainda mais acessível para a classe média espanhola. Onde a relação “qualidade-preço” é visível, tangível e agradável.

As ilhas

Salpicos de terra no meio do Atlântico, as ilhas insulares portuguesas são daqueles destinos nos quais nunca se pensa e que nos surpreendem sempre. Para além do vinho e do famoso anticiclone, a Madeira e os Açores oferecem-nos paisagens onde o verde não termina, onde o cultivo agrícola nasce de pedras vulcânicas, praias onde é constantemente primavera, “pegadas” da época dos descobrimentos, e a chamada entusiasmante da natureza, em forma de uma flor exótica ou de uma baleia que surge à frente dos nossos olhos.

As ondas

O vento e as ondas da vastíssima costa portuguesa tornam-na num lugar fantástico para o surf, kite surf, windsurf e todas as suas variantes. Loops, ondas gigantes, tubos e outros caprichos que o oceano oferece para a diversão dos mais intrépidos.

Cidades, vilas e aldeias

Em qualquer povoação haverá, pelo menos, uma igreja, uma praça, um café, casas brancas cobertas de azulejos que são o melhor refúgio da autenticidade que este país emana. Podiam ser feitas várias seleções dos locais mais bonitos e imprescindíveis para visitar, uma vez que aqui temos alguns dos melhores e mais modernos hotéis. No entanto, Portugal é inesgotável. Há tantos lugares notáveis que, por mais vezes que se visite o país, de cada vez que voltamos surpreendemo-nos de novo ao encontrar umas termas, um parque, um santuário, ou uma qualquer ruína medieval, com a qual não contávamos.

Simpatia e educação

Se for dois dias seguidos ao mesmo bar/café, ao terceiro dia já o tratam pelo teu primeiro nome e com um sorriso. Não nos lembramos da última vez que isso aconteceu noutro sítio, ou até se chegou alguma vez a acontecer. Gestos como estes são o tipo de promoção turística que nos conquista para sempre.

Fonte: Candé Nast Traveler